sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Exposição Klumb: A Corte e o Brasil.

Olá!!!

Para quem não perde uma boa exposição nesta semana começa mais uma muito legal aqui em São Paulo: Klumb: A Corte e o Brasil.


A coleção de imagens de Klumb, pertencentes aos acervos da Biblioteca Nacional e do Museu Imperial, jamais foram expostas em conjunto.

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta a exposição "Klumb: a Corte e o Brasil" que traz parte das coleções de imagens produzidas em meados do século XIX pelo alemão Revert Henry Klumb, fotógrafo da Casa Imperial. Ao todo, são mais de 60 peças expostas que fazem parte dos acervos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e do Museu Imperial de Petrópolis.






Além das imagens tradicionais, a exposição é composta por uma litografia (técnica empregada para baratear um artigo ainda muito caro no século XIX, a fotografia) e uma série de estereoscopias (técnica que, empregando um recurso ótico, simulava já naquela época o 3D).



A curadoria é de Carlos Eduardo França de Oliveira, mestre e doutorando em História pela Universidade de São Paulo, pesquisador vinculado ao Museu Paulista da USP (Museu do Ipiranga) e especialista em história do Império. A mostra possui entrada gratuita e conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal.

Sobre a história:

D. Pedro II, imperador do Brasil, como bem se sabe era ávido interessado em ciências, novas tecnologias, descobertas. Reza a lenda – infundada – que as lides científicas lhe interessavam mais do que a vida política de um imperador.

O fato é que a fotografia, descoberta meses antes do início do segundo reinado, se tornou alvo do interesse do imperador e até mesmo um de seus passatempos. Com isso sua vida, e a de sua família, foram acompanhadas pela presença de fotógrafos, em sua grande maioria estrangeiros.

Em 1852, durante o período de calmaria política após o turbulento período da Regência, chegou ao Rio de Janeiro um fotógrafo alemão: Revert Henry Klumb.

De sua existência pregressa pouco se sabe e ainda restam especulações a respeito de uma suposta fuga da França. Instalou-se no centro do Rio de Janeiro, num sobrado da rua dos Latoeiros, hoje chamada de Gonçalves Dias. Mudou umas tantas vezes de ateliê e, na última delas, foi substituído por Marc Ferrez.

Nos anos que passou no Brasil, dedicou-se a registrar o cenário da capital na época, seus espaços em transformação, a vida nas ruas, as paisagens. Mas, diferentemente de Ferrez e de outros fotógrafos do período, parece que lhe interessava mais a aglomeração urbana, ao modo que Militão Augusto de Azevedo fizera em São Paulo anos antes.

Em 1870, publicou um livro a respeito de sua viagem de Juiz de Fora a Petrópolis e esse é um dos únicos registros, de próprio punho, de sua passagem. Tanto em Petrópolis quanto no Rio de Janeiro registrou os interiores dos palácios da Princesa Isabel, bem como cenas de família, o que indica, talvez, uma proximidade com esta.

A coleção de imagens que deixou, algumas centenas pertencem hoje aos acervos iconográficos da Biblioteca Nacional e do Museu Imperial, jamais foram expostas em conjunto. Tais imagens suscitam a discussão a respeito de nossa história no século XIX, da fotografia no mesmo período e da figura de Klumb, um agente pouco conhecido no cenário da construção de nosso imaginário do século XIX.

Vale dizer também que, em suas fotografias, aparecem as obras de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, figura chave na história da industrialização do país de meados do século XIX. Com isso a coleção de Klumb, paralelamente, flagrou o primeiro impulso de modernização do país, com a reformulação do porto do Rio de Janeiro, a construção dos aterros, a fábrica de gás do Mauá e as primeiras ferrovias.

Suas lentes também se ocuparam do jardim Botânico, da Floresta da Tijuca e suas cascatas, da flora nativa do Rio de Janeiro e dos incêndios criminosos nas Minas Gerais, de onde saiu rumo a Petrópolis. Sem dúvida a coleção de Klumb é um dos registros mais significativos do século XIX brasileiro, embora ainda seja pouco conhecida do grande público.

SERVIÇO:

Exposição Klumb: a Corte e o Brasil

Visitação: de 24 de novembro de 2012 a 06 de janeiro de 2013

Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

Local: CAIXA Cultural São Paulo - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Nada como ver um pouco da nossa história!!! E então...o que acham? 

Bjos,

Um comentário:

  1. nice blog! stop by anytime :)
    xoxo Sienna
    www.fashionintheair.com

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Obrigada pelo comentário. Bjs.