sexta-feira, 28 de junho de 2013

Livro de História: Bert Stern

Reconhecido fotógrafo despede-se hoje, com 83 anos, de uma geração que cresceu com os seus ensinamentos sobre fotografia, essencialmente na área da publicidade e Moda.

Foi nos anos 50 e 60 que Bert ficou reconhecido na indústria da Moda, pelo seu papel crucial na redefinição do conceito de fotografia da era moderna. Mas, foi com as fotografias de Marilyn Monroe para a Vogue americana, seis meses antes da morte da atriz, que o seu nome se tornou também ele icónico.

Filho de peixe sabe nadar e Bert é o exemplo. Com um pai fotógrafo, Bert nasceu em 1929. Começou a explorar a fotografia durante o serviço militar no Japão conseguindo posteriormente um trabalho na revista Look, em fotografia publicitária.

Apesar das modelos serem o seu alvo fotográfico de eleição, muitas foram as atrizes que cruzaram o seu caminho durante os 50 anos de carreira, nomeadamente as estrelas Elizabeth Taylor, Audrey Hepburn, Sophia Loren e ainda o escritor Truman Capote.

A paixão pela fotografia era, segundo o próprio, uma forma de se aproximar das pessoas, e de as compreender, criando em simultâneo laços mais fortes. Entre os vários trabalhos que efetuou durante a sua vida, destaca-se também o close-up de um copo de Martini no Egipto, para uma publicidade da vodka Smirnoff, e o retrato da atriz Sue Lyon, que foi capa do reconhecido filme “Lolita” de Stanley Kubrick, em 1962. Um ano depois, fotografou também um controverso casal da altura, Liz Taylor e Richard Burton no filme Cleópatra.

As fotografias passavam então a adquirir outro sentido. A comunicação através da imagem passou a ser objeto de estudo, em fotografias que já não carecem de identidade ou significado. São vistas, em grande parte devido ao seu trabalho, como obras de arte que transmitem sentimentos e experiências.

Em 1999, o seu documentário “Jazz on A Summer’s Day” foi reconhecido pela National Film Registry, devido à essência histórica e cultural do conteúdo. Relativamente ao seu trabalho mais reconhecido a nível mundial, aquando do lançamento do livro que reunia as mais de 2000 fotografias tiradas a Marilyn Monroe “The Last Sitting”, Bert revelou que a nudez foi algo que aconteceu de forma espontânea, sem qualquer acordo anterior à sessão que teve lugar no quarto de hotel da atriz.

Hoje, Bert Stern tem as suas obras em exibição em alguns dos museus mais prestigiados do mundo, entre eles o MoMA em Nova Iorque.

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