sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Estréia da semana: O Filme Ben-Hur.

Olá!! No início do mês fui convidada pela Paramount a assistir ao filme e participar da coletiva de Ben-Hur, baseado no livro “Ben-Hur: Uma História dos Tempos de Cristo”, de Lew Wallace e, como todas as vezes em que assisto a um bom filme, que me chama a atenção para algum pensamento, gosto de contar aqui (o post é gigante). O filme Ben-Hur é um clássico de 1959, (isso nós já sabemos), mas a minha curiosidade com relação a ele era como seria retratado. Gosto deste estilo de filme, e este, em especial havia uma certa expectativa, pois havia um filme anterior, e, exatamente por conta desta, imaginava como poderia ser uma nova linguagem, já que não se trata de um remake.



O filme me surpreendeu graças às cenas de ação de tirar o fôlego. Uma das cenas, a corrida de bigas é tão forte, que é bem difícil deixar de lembrá-la (quem for assistir vai se lembrar deste comentário). O Ben-Hur retratado no filme também surpreende pela atuação do ator mostrando seu lado amoroso e de paz no início e, após, com tanto ódio. Morgan Freeman, que dispensa qualquer apresentação, também está no elenco (eu adoro ele!!) e novamente, como em todos os filmes, sempre com uma atuação perfeita!!  E, como em todo filme, é óbvio que ali por trás de uma história há as boas mensagens que foram muito bem mostradas.



Nós também temos o prazer de ver um ator brasileiro no filme!! Rodrigo Santoro interpreta Jesus, que em muitas passagens mostra um pouco de seus ensinamentos, como paz, compaixão e mansidão. Impossível não falar da sua presença marcante no filme!! 





Abaixo, uma sinopse, e aquelas curiosidades de bastidores que nós adoramos!! Quem não gosta de saber um pouco mais sobre todo o processo criativo de um filme né!

Sinopse: “Ben-Hur” é a história épica de Judah Ben-Hur (Jack Huston), um príncipe falsamente acusado de traição por seu irmão adotivo Messala (Toby Kebbell), um oficial do exército romano. Destituído de seu título, afastado de sua família e da mulher amada (Nazanin Boniadi), Judah é forçado à escravidão. Depois de muitos anos no mar, Judah retorna à sua pátria em busca de vingança, mas encontra a redenção. Baseado no romance clássico de Lew Wallace, “Ben-Hur: Uma História dos Tempos de Cristo”.

O filme tem direção de Timur Bekmambetov, roteiro de Keith Clarke e John Ridley. No elenco: Jack Huston como Judah Ben-Hur, Toby Kebbell como Messala, Rodrigo Santoro como Jesus Cristo, Morgan Freeman como Ilderim, Nazanin Boniadi como Esther, Sofia Black D’Elia como Tirzah, Ayelet Zurer como Naomi, Moises Arias como Gestas e Pilou Asbæk como Pôncio Pilatos Produtores executivos: Mark Burnett, Roma Downey, Keith Clarke, John Ridley e Jason F. Brown, produção: Sean Daniel, Joni Levin e Duncan Henderson; Designer de produção: Naomi Shohan; Direção de Fotografia: Oliver Wood; Montagem: Dody Dorn, Richard Francis-Bruce e Bob Murawski Figurino: Varya Avdyushko Trilha Sonora: Marco Beltrami Baseado no livro “Ben-Hur: Uma História dos Tempos de Cristo”, de Lew Wallace

O filme traz muitas curiosidades de bastidores, que estão logo abaixo (impossível não contá-las). Sempre tive aquela curiosidade sobre a inspiração toda sobre um filme, como escolha de figurino, o porquê da escolha das locações, a forma como ele foi filmado (e desta vez, consegui todas as informações) e entender melhor todo o processo criativo de um filme, e decidi postar algumas. Vamos lá?

A escolha do local: O local escolhido para a filmagem foi Matera, na Itália: Autenticidade era o princípio fundamental quando a equipe de criação começou a recriar o mundo de Ben-Hur. Bekmambetov e a Designer de Produção Naomi Shohan concordaram que sua Jerusalém pareceria como se tivesse sido esculpida na encosta rochosa da montanha. Matera, uma cidade do sul da Itália datada do século III, provou ser o local perfeito. Muitas das casas, hotéis e restaurantes de Matera foram construídos em torno das cavernas existentes.

O convite do diretor: Quando o diretor Timur Bekmambetov (“O Procurado”, “Guardiões da Noite”) foi convidado pela primeira vez para dirigir uma reimaginação de uns dos 2 mais adorados filmes do cinema, hesitou. “O ‘Ben-Hur’ de 1959 não é apenas um filme, é um fenômeno que afetou enormemente a cultura do século XX”, explicou Bekmambetov. “Foi por isso que quando recebi a oferta de dirigir sua reencarnação, meu pensamento inicial foi ‘absolutamente não’. ''Felizmente o produtor Sean Daniel me convenceu a ler o roteiro, que revelou essa história incrivelmente significativa, impressionando, não apenas com uma ação sensacional, mas com uma série de personagens realistas e incríveis e profundas reflexões. Apesar de que o ambiente e as circunstâncias são de milhares de anos atrás, podemos nos identificar com as emoções e as ações dos personagens que possuem uma ressonância moderna e universal”. 

O roteirista John Ridley tinha reservas parecidas enquanto desenvolvia o roteiro. “Os emocionantes temas do filme, vingança contra perdão, são eternos. Os conflitos que os personagens experimentam são identificáveis atualmente, como eram no tempo de Roma ou em 1880, quando Lew Wallace escreveu o romance”, explicou Daniel. “É a natureza humana e esta não muda”. As pessoas tendem a se lembrar somente de Charlton Heston e da corrida de bigas, mas Judah Ben-Hur é um personagem muito rico e clássico. Ele é um homem injustiçado procurando por vingança e redenção. Personagens envolventes como Ben-Hur e Messala são a razão pela qual podemos voltar para essas histórias repetidas vezes. Por isso, queria transformar o conflito pessoal entre esses dois ex-amigos tão tenso e memorável quanto a culminante corrida de bigas”. “De várias maneiras ainda vivemos no Império Romano, ainda vivemos com seus valores”, comentou Bekmambetov. “Poder, cobiça e sucesso governam o mundo. As pessoas tentam realizar tudo em uma dura competição e somente poucas percebem que os verdadeiros valores humanos são a colaboração e o perdão”.

A selão do elenco: ''A seleção do elenco de ‘Ben-Hur’ foi uma tarefa tão épica quanto fazer o filme”, disse Daniel. A escolha para os papéis de Judah Ben-Hur e de Messala foi especialmente complicada, porque o filme só funciona se esses dois personagens tiverem uma química. 

Huston relembrou sua primeira reunião com Bekmambetov. “Timur me pediu que desse minha opinião sobre o personagem Judah Ben-Hur. Comecei a falar e ele fervorosamente fazia anotações. Ele viu isso como uma conversação e queria lhe dar o máximo de autenticidade possível. Trabalhar com Timur foi empolgante, porque é uma colaboração”. 

Originalmente o ator Jack Huston fez o teste para o papel de Messala - brilhantemente interpretado por Toby Kebbell. Mas depois de ter conversado com ele Bekmambetov teve certeza de que havia encontrado o Príncipe Judah Ben-Hur!”. “Jack Huston fornece a mais extraordinária representação de um homem em uma jornada”, comentou a Produtora Executiva Roma Downey. “No decorrer do filme o vemos mudar física e emocionalmente. Fisicamente, ele passa deste lindo, charmoso e gentil príncipe para um homem destruído e arrasado. 

O filme traz Toby Kebbell que foi selecionado para o papel central de Messala, o irmão adotivo e melhor amigo de Ben-Hur que o coloca no seu caminho por vingança. “Toby trouxe muito para o papel de Messala”, explicou o Produtor Duncan Henderson. “Para começar, o personagem era bastante interessante, mas Toby conseguiu introduzir no personagem seu próprio senso de humor que ele trazia para o set todos os dias. Messala é um personagem bastante sombrio, mas a interpretação de Toby lhe dá certa leveza que aumenta sua complexidade”

Rodrigo Santoro (“Os 33”, “300”) foi selecionado para interpretar Jesus Cristo, que cruza seu caminho de Ben-Hur em diversos pontos da história. “Assim que conheci Rodrigo, ficou claro para mim que ele era o ator certo”, relembrou Bekmambetov. Ele possui esse talento divino – Rodrigo pode interpretar essa figura espiritual enquanto ainda se parece com um rapaz comum”. “Rodrigo foi a escolha perfeita para interpretar Jesus”, comentou Downey. “Ele tem força, bondade e intensidade”. Henderson concordou. “Rodrigo possui paz interna e força. Ele é uma inspiração no papel por causa da sua presença calma e majestosa”.

O papel de Jesus foi um compromisso sério para Santoro. “Bilhões de pessoas em todo o mundo têm uma relação muito pessoal e íntima com esse homem, com sua imagem e com o que ele representa”, comentou Santoro. “Foi uma tremenda responsabilidade, mas foi também uma oportunidade única de ter a chance de explorar e ter uma compreensão mais aprofundada de tudo pelo que ele passou e tentar praticar seus ensinamentos”. “Acho que a primeira coisa que tive que fazer foi tentar apagar qualquer ideia preconcebida que eu tinha sobre ele”, disse Santoro. “Coisas que ouvi e até mesmo coisas que minha avó me contou durante minha infância. Fui para um lugar neutro e comecei a partir dali”. 

Rodrigo Santoro assumiu um regime físico e mental para se preparar para o papel. Ele passou bastante tempo praticando yoga, meditação e adotou uma dieta rigorosa e purificadora. “Tentei me conectar com aquilo que eu verdadeiramente sentia sobre esse homem porque eu teria que interpretar, Jesus”, continuou Santoro. “Como entender, o mais profundamente possível, esse homem e tudo que ele representa? Queria criar um retrato do homem por trás do mito. Queria fazê-lo alguém com que as pessoas pudessem se identificar, sem sacrificar nenhum de seus ensinamentos, sua aura, sua espiritualidade e tudo que era tão exclusivo sobre ele. Foi a coisa mais desafiadora que já fiz”.

O estilo e processo de filmagem: O Diretor de Fotografia Oliver Wood (da série “Bourne”) proporcionou um estilo fundamentado e intenso. Uma das ferramentas mais inovadoras usadas foi a câmera G4. “O estilo da câmera trabalha como seu iPhone”, explicou Bekmambetov. “Ela faz cada cena parecer como se você estivesse realmente lá, naquele momento”. Bekmambetov encontrou inspiração visual no YouTube. As filmagens de câmeras de segurança de um acidente verdadeiro com ônibus, na Coreia do Sul, ajudaram a equipe a criar uma colisão convincente entre dois navios, uma embarcação grega e um navio de escravos. Filmagens da NASCAR (Association for Stock Car Auto Racing) ajudaram Bekmambetov a estabelecer o ritmo, velocidade e intensidade da corrida de bigas. “O estilo do incrível trabalho de câmera de Oliver Wood foi criado para que cada cena pareça como se você estivesse realmente lá, naquele momento”, explicou Bekmambetov. “Tentamos sacrificar a brilhante artificialidade em nome da autenticidade, para que o público conheça bem esse mundo. Todas as técnicas de câmera que usamos parecerão familiares para o público moderno. Queríamos capturar a ação como seria na realidade, para conseguirmos isso procuramos por inspiração não em pinturas clássicas, mas em fotos no Instagram e em vídeos no YouTube. 

Inovações modernas, como câmeras Go-Pro permitiram que Bekmambetov e Wood filmassem de todos os ângulos possíveis, até mesmo colocando câmeras na areia para obter tomadas das bigas passando velozmente por cima delas. “Realmente adoro a liberdade da Go-Pro”, disse Wood. “Normalmente, estamos limitados por espaços que precisam conter uma câmera, a base e um operador, mas uma Go-Pro pode ficar praticamente em qualquer lugar”

A corrida de bigas é um dos pontos altos do filme e para o “Cresci com cavalos”, disse Jack Huston. “Sinto-me bastante confortável perto deles, mas é algo totalmente diferente quando você tem que controlar quatro deles ao mesmo tempo. Sua força pura é incrível. Você não se movimenta em uma curva apenas, você derrapa naquela areia. Foi uma das mais emocionantes situações cheias de adrenalina que já vivenciei em toda minha vida”.

Figurino: Outra curiosidade sobre o filme é o figurino: O filme traz corredores de bigas e obviamente, tudo foi pesquisado em detalhes, onde o figurino não pode ficar em segundo plano, já que retrata uma época, e segundo Varya Avdyushko "notamos que todos os corredores de bigas tinham três tiras de couro cruzando o peito, mesmo não tendo conseguido descobrir o propósito das tiras, nós as usamos em nossos figurinos. Mais tarde, quando um de nossos dublês sofreu uma queda da biga, aquelas tiras salvaram suas costelas, constatamos que elas eram um tipo de dispositivo de segurança que os romanos usavam”. “Retirei ideias de ambos os filmes feitos anteriormente, as versões de cinema mudo e de 1959, que foram maravilhosas”, explicou Avdyushko, “bem como de referências históricas como mosaicos, afrescos e estátuas. Depois as comparei com imagens contemporâneas para tentar criar uma ligação entre aquilo que estamos acostumados e ver na atualidade e o material histórico”. Ela continuou, “Tirei fotos de soldados romanos e as comparei com fotos modernas das Forças Especiais e de militares alemães, para fazê-los mais identificáveis para o público”.

O objetivo de Avdyushko era criar figurinos que ressaltassem e informassem o arco de cada personagem. “No começo vemos Ben-Hur em festas, em jantares; ele é uma pessoa leve e cheia de cores. Ele está mais fechado quando retorna de seus anos como escravo e cobre seu rosto e suas cores são escuras”. “A história de Messala é praticamente a mesma”, disse Avdyushko. “No início ele é um garoto e depois ele entra para o mundo da guerra. Ele se torna um soldado, depois um oficial e no final possui uma patente muito alta no exército romano. Podemos perceber que ele é muito duro, mas ainda podemos ver um homem vulnerável por baixo da armadura”.

Agora, é só conferir o filme!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelo comentário. Bjs.