sábado, 12 de agosto de 2017

DW!: A imperdível exposição Alquimia da By Kamy.

Olá!! Mais um dia de DW!! Quem está visitando as atrações pela cidade? Hoje tem mais uma sugestão aqui no blog! Uma exposição linda é a Alquimia na By Kamy. A marca faz uma exposição lindíssima com tapeçaria. 

Baseada em sua história, a by Kamy, convidou quatro artistas para interpretar sua evolução. Cada um em sua área de atuação, vindo de setores distintos, com visões diferentes, experiências diferentes e lugares diferentes. Pessoas ímpares que perduram a trajetória da empresa e resgatam a vontade pelo objeto de desejo.

A partir de sua essência, unidas às diferentes inspirações, nasceram peças únicas nunca antes apresentadas. Novos produtos, novas artes e um novo design que falam entre si e ensinam diferentes maneiras de usar cada peça, entre outras sensações. Mudanças de padrões em óticas inéditas, porém com amplo respeito às próprias origens. 





Os artistas convidados pela By Kamy (texto retirado do site da marca):

Lin Le Cheng: Um dos principais artistas de fibra do mundo, nascido na China em 1954, Lin Lecheng é Professor e Diretor do Departamento de Artes e Ofícios da Universidade Tsinghua, Pequim, o maior campus universitário do mundo e a mais importante universidade chinesa.

Lecheng é artista e um grande estudioso. Para ele, o ensino, a pesquisa e os conhecimentos em arte da fibra devem ser orientados a nível internacional, desde a comunidade, passando pelo mercado, áreas multidisciplinares, interdisciplinares e também interdisciplinares. Ou seja, a importância do estudo sobre a Arte das Fibras é imprescindível tanto para concepção das peças quanto para o reconhecimento de seu valor cultural e mercadológico.

Pela primeira vez no Brasil, o artista traz obras que expressam o seu estudo estético e técnico de paisagens observadas a partir de experiências físicas ou mesmo psíquicas. Por meio de seus desenhos, que posteriormente tornam-se gravuras, Lin retrata a diferença entre os traços e os respectivos contornos de maneira minuciosa, bem como as diferentes formas de interpretar a paisagem notada. Após conceber as inúmeras intensidades entre as formas e os objetos, o artista transfere o seu estudo e percepção para o têxtil através do emprego de técnicas ideais, transportando rigorosamente fio a fio a sua obra de arte para tapeçarias únicas, com o máximo de respeito às tradições e à cultura milenar chinesa.

Em suas obras, cada uma evoca um sentimento profundo da natureza e, em certa medida, eliminam a sensação de apatia e senso de monotonia da vida moderna.  Lin utiliza das técnicas por ele estudadas para a criação de suas tapeçarias, as quais valorizam o desempenho rico em texturas que enaltecem a herança cultural local, criando uma harmonia entre o contemporâneo e o tradicional. Muitas das obras criadas equiparam-se a uma escala monumental, às vezes medindo dez metros ou mais. Estão espalhadas pelos principais locais públicos e privados da China, bem como em outras partes do país.

Para o Design Weekend desse ano, Lin traz um conjunto de gravuras e de tapeçarias que retratam com maestria a alquimia de sua arte. Uma oportunidade ímpar de adentrar no universo do seu processo de observação, concepção e finalização de cada obra. Le Cheng, respeitável guru das técnicas têxteis, é um artista singular que detém de uma preciosa sabedoria antiga que carrega consigo para a concepção de suas artes. Sua genialidade representa hoje o potencial máximo do homem de trabalhar o têxtil.

Marcelo Borges: As mesas Uomo e Donna, cujos nomes homenageiam Kamy e Francesca, foram criadas pelo designer Marcelo Borges para o Design Week 2017. Uomo, retangular, e Donna, redonda, representam a alquimia perfeita entre arte, design e os minerais. Dentro de sua pesquisa, Marcelo notou que ao longo da história a mesa não era apenas um objeto de valor estético, mas também um símbolo cultural importante. Em torno dela, os homens reuniam-se para compartilhar momentos relevantes, decisivos e místicos. Para ornamentá-las, utilizavam a transmutação das impurezas de rochas a fim de produzir obras de diferentes formas e cores. Essa manipulação de elementos tornava cada resultado pleno e eterno sobre as mãos dos homens: ali estava presente a verdadeira alquimia. Atraído pela possibilidade de resgatar uma prática milenar já esquecida e pouco explorada pelo mundo contemporâneo em sua total plenitude, o projeto surge como uma nova forma de filosofia, com a proposta de trazer à natureza uma experiência cotidiana.

Dentro de sua pesquisa exploratória por um novo design, foi voltando-se ao passado e à singular história da By Kamy, que Marcelo Borges encontrou sua inspiração na geometria dos tapetes: trazer a trama para ser esculpida no mármore foi o desafio do projeto. Marcelo desenha com exclusividade duas mesas repletas de detalhes artesanais que sublimam a riqueza da matéria prima e de seu manuseio, explorando materiais clássicos de maneira singular e arrojada, como a preciosidade das pedras à fusão do metal, além da beleza dos desenhos geométricos. A eterna época do ouro do cinema americano, que tanto influenciou a década de 30 com seu refinamento voltado aos detalhes, funde-se à geometria dos tapetes orientais assim como em uma trama. Para Marcelo, a maior tecnologia do homem é a criatividade de inovar e buscar, dentro de suas limitações, novas formas de expressão enraizadas no passado, porém com um olhar para o futuro.

Patricia Kattan: Tramas, nós, casulos e texturas fazem parte do universo da artista plástica Patricia Kattan. Vinda da indústria têxtil, ela aplica seus conhecimentos de tecelagem, fios e diversos materiais na criação de peças inusitadas e irreverentes. Cada fase tem características próprias, mas todas interconectadas pelos mesmos conceitos de inovação, exploração de materiais e contemporaneidade. Todo seu processo de criação acontece à noite, período em que a artista imerge em um universo próprio.

As tramas e nós dos primeiros trabalhos e instalações aos poucos se transformaram em casulos, tapeçarias, tapetes, obras de arte e objetos de design, que estão em constante processo de formação. Uma verdadeira arte viva e mutante que manifesta o desejo do homem de conhecer suas origens. Instigada pelas tapeçarias antigas, a artista retorna à sua ascendência Síria, libanesa e Iraniana, com uma ginga brasileira em busca do conhecimento da sua própria identidade. A evolução de sua obra designa seu caminho. Nasce então o desejo de compartilhar e de instigar o olhar do outro para o intuitivo, de se encontrar em novas dimensões.

Patricia Kattan traz para o DW 2017 um conjunto de obras concebidas para representação da Alquimia entre história, cultura e vivências, a partir de um questionamento sobre a posição do tapete no mundo contemporâneo. Ambientados no centro da casa, sendo eles receptores de memórias de fatos ocorridos, cada tapete gera sua própria história. É possível identificá-los através das técnicas e materiais utilizados como tendo um DNA próprio. Maior fonte de expressão artística do Oriente, uma maneira de aprofundar seus conhecimentos sobre a diversidade cultural em busca de respostas para entendermos quem somos. Qualquer que seja a definição adotada é possível compreender, como uma forma de conhecimento sobre a diversidade cultural, a busca de respostas para “o que somos” a partir do espelho fornecido pelo “outro”; uma maneira de nos situarmos na fronteira entre vários mundos sociais e culturais, abrindo janelas entre eles, através das quais podemos alargar nossas possibilidades de sentir, agir e refletir sobre o que, afinal de contas, nos torna seres singulares. A introdução dos metais nobres como o ouro, prata e o cobre em suas obras aproxima a cultura oriental à arte têxtil, instigando nosso olhar em relação a eles num processo de valorização e reconhecimento sobre a representatividade e conceitos dos tapetes nos dias de hoje.

Walter Goldfarb: Em tantos anos de produção com materiais próprios confeccionados passo-a-passo em seu ateliê, o artista polaco-brasileiro Walter Goldfarb criou peças que vão além do conceito de arte, materializando fragmentos, documentos e a identidade de seu trabalho composto por linhas, retalhos e frações de obras que se transformam em novas peças. Para unir pintura e tear, o artista aplica processos complexos de alquimia utilizando lonas tingidas, agulhas, linhas e pedrarias, entre outros materiais. Goldfarb, essencialmente um pintor, faz pouco uso do pincel como principal ferramenta de trabalho. Suas obras são construídas com técnicas de tingimento em enormes tanques de lavagem, bordados e tecidos à mão com fios retirados da própria lona da pintura. Outras práticas singulares do artista são relevos em laca aplicados através de seringas e azinhavres na lona crua a partir do decantamento e da cura de pigmentos de ouro, cobre e prata, e a tatuagem na lona de pintura com uso do fogo.   

Especialmente para o Design Weekend, as obras produzidas expõem uma composição visual que envolve muitas tramas, signos, cores, fragmentos, alegorias e subjetividades em mais de 20 itens. O conceito da sua exposição abrange um vasto estudo e aprimoramento de técnicas desenvolvido por mais duas décadas, sendo o foco a apresentação de parte desta sua alquimia, uma verdadeira paixão têxtil que une criatividade e técnicas num denominador comum entre o artista e a by Kamy: a obra de arte no sentido mais abrangente.

Divididas em três núcleos, sua arte brinca com passado e o presente através da mistura de técnicas, interpretando grafismos ambíguos de seu mundo. Caixas-objetos com lonas tingidas e fios de algodão, pinturas negras bordadas em forma de Camafeus construídos com centenas de bastões de carvão e pedras preciosas, e Gobelins bordados manualmente sobre o bastidor, desafiam a hierarquia dos materiais e métodos da pintura. Retoma-se a arte das tapeçarias produzidas na França no século XVIII, porém com uma nova proposta criada por áreas de diferentes nuances construídas em camadas de bordado manual e veladuras em massas de cor que com a mistura de técnicas resultam em uma linguagem ímpar.

Repletas de significados, as peças escolhidas interligam histórias e se transformam em reflexões que rompem fronteiras. Walter Goldfarb “cozinha”, entre seu pensar e fazer artístico compulsivo, uma receita de corte e costura hibrida e plural onde impõe sua força física nas lavagens, raspagens e macerações sobre as lonas cruas, paralelas à delicadeza de seus bordados e figuras.

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