quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Descubra a cuba certa para lavabos e banheiros.

Na dúvida sobre qual modelo escolher? As arquitetas Daniele Okuhara e Beatriz Ottaiano, da Doob Arquitetura, explicam as características de cada tipo.

Banheiro projetado pela doob Arquitetura | Foto: Rafael Renzo 

Mesmo se a ideia for reformar apenas o banheiro ou o lavabo, a dica é sempre contar com a orientação técnica de um arquiteto. Mais do que pensar na disposição do ambiente e redobrar a atenção com o projeto hidráulico, vale escolher com precisão os acabamentos, especialmente a cuba. Essa não é uma tarefa simples, já que o mercado dispõe de diferentes modelos: sobrepor, embutir, semiencaixe e de apoio. Para ajudar nessa empreitada, as arquitetas Daniele Okuhara e Beatriz Ottaiano, da doob Arquitetura, dão dicas preciosas.
 
Por onde começar

As cubas apresentam diferentes formatos, cores e materiais. Cada opção é indicada para um tipo de ambiente e requer um projeto de instalação de acordo com a área disponível. As profissionais explicam a diferença entre os modelos e orientam sobre a alternativa mais adequada para banheiros e lavabos.

Modelo de apoio

Adequado para banheiros compactos, esse modelo permite reduzir o tamanho da bancada até o limite da base da cuba, permitindo ganhar centímetros no espaço. Além disso, não demanda de recortes na bancada – basta o furo para conectar o ralo ao sifão. “Há modelos em que a torneira ou o misturador são colocados sobre a cuba ou a bancada. Nesse caso, como a bancada fica mais baixa é preciso comprar torneiras de bica alta para ter uma distância certa entre ela e o fundo da cuba”, explica Beatriz, da Doob Arquitetura.


Cuba de apoio no projeto da doob Arquitetura | Foto: Mariana Orsi

Modelo de sobrepor

Esse modelo fica com uma borda sobreposta à bancada e é bem-vindo quando usamos um material que não pode ficar em contato com a água, como madeira. Vale usar essa opção quando se deseja a praticidade e a ergonomia de ter a bancada próxima da altura da cuba. “Pode-se adotar misturadores e torneiras convencionais, sem ser de bica alta”, explica Daniele, da Doob.

Cuba de sobrepor no projeto da doob Arquitetura | Foto: Evelyn Müller

Modelo de embutir

Trata-se do modelo mais conhecido. Costuma ser um produto prático para se usar em banheiros, pois é possível molhar e higienizar a bancada e jogar a água toda para dentro da cuba. “Os misturadores e torneiras podem ser convencionais, sem ser de bica alta”, exemplifica Beatriz, da Doob. 

Cuba de embutir da linha Me by Starck, da Duravit

Modelo de semiencaixe

Com a parte frontal sobressalente, as cubas de semiencaixe são ideais para ambientes pequenos, pois possibilitam dispor de uma bancada mais estreita. A instalação, um pouco mais trabalhosa, exige grapas parafusadas na parede, massa plástica ou silicone antimofo. “O modelo pode ser instalado em tampos de qualquer material, desde que a bancada tenha, no mínimo, 30 cm de profundidade”, orienta Fabio Camurri, da Duravit do Brasil.

Cuba de semiencaixe de Philippe Starck, da Duravit | Foto: Divulgação

Modelo de parede

“Esse modelo é instalado diretamente na parede e os misturadores ficam sobre a peça. É uma boa solução para banheiros acessíveis, pois o cadeirante consegue colocar as pernas embaixo da cuba”, explica Daniele, da doob.

Cuba de parede da linha Vero, da Duravit | Foto: Divulgação

Qual modelo escolher?

Após conhecer todos os tipos de cuba, ficou a dúvida: qual deve ser usado em cada ambiente? “Como o lavabo é uma área de menor fluxo, ele possibilita ousar mais. Uma boa alternativa são as versões de apoio, além das peças de parede ou de piso”, sugere Daniele. Para banheiros de uso contínuo, uma ótima pedida são os modelos de embutir ou sobrepor. “Eles ficam mais próximos à bancada, por isso facilitam a sua higienização. Já as opções de semiencaixe são mais adotadas, principalmente, em ambientes compactos”, explica Beatriz.
 
Altura ideal 

Cuba de embutir no projeto da doob Arquitetura | Foto: Julia Ribeiro

Errar na altura da cuba tornará a pia desconfortável. “O ideal é que a cuba esteja de 85 cm a 90 cm do chão. Em uma peça de embutir ou sobrepor, essa será a altura da bancada, já que a louça fica faceada na pia”, diz Daniele. Ao eleger uma cuba de apoio vale deixá-la a 85 cm do piso, sendo que a bancada ficará mais baixa. “Em banheiros acessíveis, a altura ideal da cuba varia de 70 a 80 cm”, sugere Beatriz.

Cuba dupla

Cuba de apoio da linha DuraSquare, da Duravit

Sonho de consumo de muitos casais, a bancada com duas cubas merece atenção especial. “Deve-se deixar cerca de 80 cm de distância entre o centro das duas cubas. Essa medida leva em conta o uso de duas pessoas simultaneamente com os braços abertos”, finaliza Beatriz.
Sobre a doob arquitetura: Escritório é formado pelas arquitetas Daniele Okuhara e Beatriz Ottaiano, graduadas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua, principalmente, na reforma de interiores residenciais em todo o estado de São Paulo, mas assina também projetos de apartamentos decorados, retrofit e espaços corporativos. A marcenaria sob medida, pensada na integração e na otimização dos ambientes, é uma característica marcante nos trabalhos da Doob Arquitetura, que busca identificar o perfil de cada cliente para materializá-lo na arquitetura e decoração, não só pela forma, mas também pela funcionalidade.

Rua Turiassu, 591, conjunto 102, Sâo Paulo
Tel. (11) 2528-2258
Instagram: @doob.arquitetura
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